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Poka Yoke

Poka-Yoke: o que é e como aplicar?

Por muito tempo as empresas adotaram ações corretivas para resolver falhas em seus processos. Ou seja, todos esperavam algo dar errado para só então “consertar” o problema. Com o surgimento do Lean Manufacturing, a situação mudou: percebemos que era muito mais produtivo ter soluções preventivas, que evitassem que os problemas acontecessem.

Foi nesse contexto que nasceu o Poka-Yoke, uma metodologia criada no Sistema Toyota de Produção para prevenir riscos de falhas humanas e corrigir erros em processos industriais.

 

O que é Poka-Yoke?

O conceito surge no início da década de 70, com Shingeo Shingo, alto executivo e líder de produção da Toyota. Na época, o engenheiro se deparava com muitas falhas humanas e começou a desenvolver técnicas para evitar esses tipos de problemas. Não à toa que a tradução livre de “Poka-Yoke” é “à prova de erros”.

O Poka-Yoke é uma ferramenta enxuta, então a ideia é criar mecanismos bem simples para evitar as possíveis falhas humanas. Com o tempo, a metodologia se desenvolveu e hoje é bastante utilizada na gestão da qualidade.

Idealmente, o poka-yoke atua garantindo que as condições apropriadas existam antes da execução de uma etapa do processo, evitando possíveis erros. Mas ele também pode sinalizar o erro e permitir que o time conserte o problema o mais rápido possível.

 

Os tipos de poka-yoke

De acordo com a tarefa e o processo que pretendemos fazer, existe um poka-yoke mais adequado para evitar falhas humanas:

 

Poka-yoke de prevenção

O poka-yoke de prevenção foi o primeiro que surgiu e, como o próprio nome sugere, seu objetivo é evitar o erro antes que ele aconteça. Para isso, é preciso buscar a causa geradora do erro, que pode estar em diversas possibilidades.

É por isso que o poka-yoke de prevenção pode ser desde um treinamento para operar uma determinada máquina até um sistema de correção ortográfica que evita erros de digitação, por exemplo.

 

Poka-yoke de detecção

Nesse tipo de poka-yoke, a ideia é alertar o erro logo depois que ele acontece. Ele pode ser subdividido em um método de controle ou de advertência. No primeiro caso, a ideia é interromper o processo diante de algum erro, obrigando a resolução imediata do problema. No segundo, a ideia é apenas alertar por meio de algum sinal a ocorrência de alguma situação específica.

Um exemplo de controle de detecção são os disjuntores, que interrompem a transmissão de energia em caso de sobrecarga. Já em relação ao método de advertência de detecção, podemos citar determinados alarmes ou luzes que avisam que há algum problema em uma máquina.

 

Poka-yoke de valor fixo

Nessa modalidade de poka-yoke, o importante é assegurar que um número específico de movimentos seja realizado em um processo.

O caso mais clássico é do próprio Shingeo Shingo que colocava em uma bandeja todas as peças necessárias em determinada etapa da montagem de um carro. Se ao fim da montagem alguma das peças estivesse sobrando na bandeja, isso significava que algo estava errado.

 

Poka-yoke de etapas

Por fim, esse tipo de poka-yoke impede a realização de uma atividade caso todas as etapas não sejam cumpridas na ordem certa.

Por exemplo, pense em uma urna de votação: você precisa apresentar sua biometria e depois votar na ordem de cargos correta. Se não seguir cada uma dessas etapas, você não consegue concluir sua votação com sucesso.

 

Como aplicar o poka-yoke?

Se você deseja começar a implantar o poka-yoke e evitar falhas humanas na sua empresa, existe um método recomendado por especialistas para se seguir:

 

1- Identifique a falha a ser corrigida

É preciso compreender exatamente o que está acontecendo e qual é o defeito que precisa ser combatido. Faça um Mapeamento de Fluxo de Valor, identifique quais são as falhas que mais causam prejuízos à empresa e crie uma lista de prioridades.

 

2- Entenda as causas da falha

Uma vez definido qual é o problema que você irá combater, procure descobrir o que está causando aquele defeito. Estude aquele processo, e identifique se é uma falha humana ou um problema de equipamento e qual tipo de problema é.

 

3- Cogite possíveis soluções

Faça uma lista de possíveis soluções para aquele problema. Primeiramente, tente entender como aquela falha poderia ser prevenida. Se não encontrar nenhuma alternativa, procure levantar hipóteses de como identificar o problema o mais rápido possível.

 

4- Verifique a eficácia da solução

Para uma solução ser realmente eficiente ela deve resolver a falha de maneira simples, sem grandes impactos financeiros para o negócio. Além disso, ela deve fazer parte do processo, sendo executada no local em que ele acontece.

 

5- Implante e registre os resultados

Coloque em prática a solução e, ao final do processo, colete o máximo de dados possíveis para entender se você de fato conseguiu otimizar aquele processo. Isso é essencial para entender se esse poka-yoke também pode ser adaptado e replicado em outras atividades da empresa.

 

A Novidá e o poka-yoke

A Novidá desenvolveu um sistema de geolocalização indoor que te ajuda a identificar possíveis falhas no seu processo. Por meio de smartphones e sensores, monitoramos a movimentação de equipamentos e pessoas dentro do seu ambiente de negócios.

Dessa forma, é possível ter informações sobre os tempos de execução de cada atividade, encontrar os principais gargalos e receber insights relevantes para aplicar a metodologia do poka-yoke.

Quer entender como você pode aumentar a eficiência da sua empresa com nossa solução? Agende uma conversa com um de nossos consultores!

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