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Amazon
2 de outubro 2017

Como a Amazon está usando a tecnologia para revolucionar o varejo?

Uma das empresas mais valiosas do mundo, a Amazon está cada vez mais interessada em trazer toda sua força no mundo digital para as lojas físicas. Mesmo com um valor de mercado próximo aos U$400 bilhões, a marca projeta forte crescimento, apresenta inovações frequentemente e não quer parar de crescer. Para isso, a grande aposta é justamente a tecnologia e o uso de dados.

 

 

Dados do online para o off-line

 

A Amazon ainda está dando seus primeiros passos no varejo físico. Mas desde o começo dessa jornada, ela está apostando na inovação para entregar uma melhor experiência de compra ao consumidor.

 

Por exemplo, na livraria inaugurada em Nova York, a empresa está trazendo a infinidade de avaliações feitas online para a loja física. Assim, os livros expostos são “acompanhados” por comentários de clientes. Além disso, há seções na loja como “avaliados com 4.8 estrelas ou mais” e até recomendações de obras com base no livro de interesse (avisos do tipo “quem se interessou pelo livro X, também comprou o Y”).

 

A ideia aqui é oferecer uma verdadeira experiência omnichannel para os clientes. Aproveitar a grande quantidade de dados obtidos online para converter vendas nas lojas físicas. De quebra, ainda oferecer uma experiência mais valiosa ao cliente e até personalizada, quando vemos recomendações para quem se interessou por um livro específico, por exemplo.

 

 

Amazon Go e seu potencial

 

Mas a Amazon está indo além: no fim do ano passado, foi lançado o Amazon Go, uma loja em Seattle onde as pessoas podem pegar os produtos que desejarem e sair da loja sem passar pelo caixa. O usuário só precisa autenticar sua entrada pelo smartphone por meio de um QR Code. A partir daí, câmeras e sensores identificam o comportamento do cliente e o que ele coloca ou tira do carrinho. Quando o consumidor sai da loja, ele não precisa fazer nenhum tipo de validação e a conta chega pelo cartão de crédito.

 

E agora a última sacada da Amazon: a companhia comprou a Whole Foods, rede de comidas com mais de 400 lojas físicas nos Estados Unidos. A escolha por uma loja desse ramo não é aleatória. O varejo alimentício é um mercado de alta-frequência, ou seja, as pessoas estão constantemente indo a esses estabelecimentos. É diferente de uma loja de eletrônicos, que você visita poucas vezes ao ano.

 

Mas o que isso significa? Possibilidade de capturar ainda mais dados de clientes e entender sua jornada de compra. Imagine só se o Amazon Go for implantado em todas as lojas da Whole Foods. Mesmo que o sistema de “compra sem caixas” não funcione completamente (ainda hoje ele tem algumas limitações, como o número de pessoas na loja), só a solução de câmeras e sensores pode trazer informações preciosas para a empresa.

 

Será possível ter informações minuciosas como o tempo gasto pelo consumidor para decidir entre o produto X ou Y. Ou ainda entender quais produtos que o cliente pega na mão, mas desiste de levar e devolve para a prateleira. Além de outras dezenas de dados que ajudarão os lojistas a otimizar seus estabelecimentos para vender mais.

 

 

Como seguir os passos da Amazon?

 

Ok, não é tão fácil construir uma empresa gigante como a Amazon. Porém, suas recentes decisões já nos mostram quais são os caminhos que o varejista deve buscar. O mais notável deles é o uso de dados. A empresa americana é obcecada por informações. Trouxe essa visão do online, mas está mostrando que é perfeitamente aplicável ao off-line.

 

O varejista brasileiro não precisa construir uma solução como o Amazon Go para levantar dados importantes do seu negócio. Hoje, existem sistemas de geolocalização indoor, capazes de identificar todo o comportamento do consumidor dentro da loja e trazer métricas relevantes sobre quem passa por ali.

 

Criar uma estratégia omnichannel, com canais online integrados ao off-line é outra tática que está à disposição dos varejistas. Para isso, é importante ter formas de captar dados como nome e e-mail do cliente dentro da loja, o que é possível oferecendo um wi-fi social ou criando um programa de fidelidade, por exemplo.

 

 

Enfim, a Amazon indica o claro caminho para o futuro do varejo. Tecnologia, análise de dados, omnichannel, tudo isso precisa estar no planejamento de qualquer varejista. Como poucos profissionais do setor estão efetivamente usando essas ferramentas, as oportunidades na área são enormes. Quem fizer esse investimento, certamente sairá na frente de seus concorrentes.

 

Mas quem parar no tempo, certamente será engolido por players que estão de olho nas novidades do mercado, como a própria Amazon. E aí, de que lado você quer estar?

 

 

 

Por Fabio Rodrigues, Diretor Executivo da Novidá

 

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